Ordem do Anel
Atenção: este é um
trabalho de ficção.
No final do século XVII,
houve um certo esfriamento das relações entre o Estado imperial e a hierarquia
da Igreja Ecumênica. Esta lutou pela sua completa independência e pela abolição
da escravidão – e conseguiu seus objetivos. Porém, as tradicionais ordens militares-religiosas afastaram-se da Igreja e perderam, na
prática, qualquer vínculo com ela. A Ordem de Cristo foi uma exceção parcial,
pois manteve a fidelidade aos princípios ecumênicos e seu interesse por
teologia, mas mesmo ela não mais se compromete a obedecer às orientações da
Conferência dos Bispos e presta à Igreja apenas uma homenagem simbólica.
A Igreja Ecumênica
decidiu, então, criar sua própria Ordem, totalmente independente do Estado
Imperial e sujeita apenas à sua orientação. Depois de muita resistência, o
Imperador concordou em reconhecê-la, com a condição de não se engajar em
atividades militares. Os membros da nova Ordem prestariam o juramento de jamais
usar armas e de só lutar em legítima defesa.
A Ordem do Anel foi
criada, então como uma organização inteiramente pacifista, dedicada ao serviço
social e à pregação da paz e da concórdia. Possui hoje cerca de 200 mil
cavaleiros e damas que vivem em comunidades organizadas segundo os ideais
ecumênicos de igualdade e cooperação e prestam serviços sociais, médicos e
educacionais à comunidade.
Embora não tenha nenhum
papel militar, a Ordem do Anel presta também serviços às forças armadas,
socorrendo e tratando de feridos e prisioneiros de ambos os lados. Várias
potências, além do próprio Império, assinaram tratados reconhecendo sua
neutralidade e permitindo a seus membros viajarem através de suas fronteiras
para prestar serviços assistenciais. Em resumo, ela faz o papel de “Cruz
Vermelha” do universo dos Outros 500.
A proibição de usar armas
estimula muitos membros da Ordem a estudar técnicas não-armadas de defesa
pessoal. Através de suas relações com o Oriente, alguns de seus membros que
estudaram kung fu, tai chi e aikidô
os combinaram com a capoeira nativa numa nova arte marcial conhecida como leptomaquia.