Ordem do Anel

Atenção: este é um trabalho de ficção.


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O Brasil dos outros 500

 Ordens e organizações


Caixa de texto:  No final do século XVII, houve um certo esfriamento das relações entre o Estado imperial e a hierarquia da Igreja Ecumênica. Esta lutou pela sua completa independência e pela abolição da escravidão – e conseguiu seus objetivos. Porém, as tradicionais ordens militares-religiosas afastaram-se da Igreja e perderam, na prática, qualquer vínculo com ela. A Ordem de Cristo foi uma exceção parcial, pois manteve a fidelidade aos princípios ecumênicos e seu interesse por teologia, mas mesmo ela não mais se compromete a obedecer às orientações da Conferência dos Bispos e presta à Igreja apenas uma homenagem simbólica.

A Igreja Ecumênica decidiu, então, criar sua própria Ordem, totalmente independente do Estado Imperial e sujeita apenas à sua orientação. Depois de muita resistência, o Imperador concordou em reconhecê-la, com a condição de não se engajar em atividades militares. Os membros da nova Ordem prestariam o juramento de jamais usar armas e de só lutar em legítima defesa.

A Ordem do Anel foi criada, então como uma organização inteiramente pacifista, dedicada ao serviço social e à pregação da paz e da concórdia. Possui hoje cerca de 200 mil cavaleiros e damas que vivem em comunidades organizadas segundo os ideais ecumênicos de igualdade e cooperação e prestam serviços sociais, médicos e educacionais à comunidade.

Embora não tenha nenhum papel militar, a Ordem do Anel presta também serviços às forças armadas, socorrendo e tratando de feridos e prisioneiros de ambos os lados. Várias potências, além do próprio Império, assinaram tratados reconhecendo sua neutralidade e permitindo a seus membros viajarem através de suas fronteiras para prestar serviços assistenciais. Em resumo, ela faz o papel de “Cruz Vermelha” do universo dos Outros 500.

A proibição de usar armas estimula muitos membros da Ordem a estudar técnicas não-armadas de defesa pessoal. Através de suas relações com o Oriente, alguns de seus membros que estudaram kung fu, tai chi e aikidô os combinaram com a capoeira nativa numa nova arte marcial conhecida como leptomaquia.